
Em contratos de gestão e parcerias na saúde pública, a pergunta que mais pesa numa auditoria raramente é “a atividade foi feita?”. A pergunta é “onde está a prova de que ela foi feita?”. Como mostramos no artigo sobre prestação de contas e controle operacional, a evidência de campo sustenta os pilares contábil e assistencial, mas em muitas gestões ela ainda depende de planilhas, fotos soltas em aplicativos de mensagem e registros preenchidos depois do fato.
O G-Checkpoint (GCP), solução da BR Gaap para gestão de presença, jornada, ordens de serviço e metas, foi criado para resolver esse ponto. É uma plataforma de controle operacional com geolocalização que reúne registro de presença em campo, ordens de serviço e evidência de execução num só lugar, para que cada atividade já nasça documentada
Neste artigo, mostramos como o G-Checkpoint funciona, o que ele entrega a cada perfil da gestão e por que ele muda a forma de comprovar a execução de um contrato.
O problema: execução que acontece, mas não se comprova
A lógica de controle das parcerias públicas é confrontar o que foi relatado com o que pode ser demonstrado. Nas parcerias regidas pela Lei nº 13.019/2014, o art. 66 exige um relatório de execução do objeto com as atividades desenvolvidas e o comparativo entre metas propostas e resultados alcançados, e prevê que a administração considere relatórios de visita técnica in loco. Nos contratos de gestão, comissões de avaliação e órgãos de controle seguem raciocínio semelhante: o resultado declarado precisa de lastro.
O problema é que esse lastro costuma estar espalhado. A presença fica num controle, a ordem de serviço noutro, a foto no celular do colaborador e a meta numa planilha consolidada no fim do mês. Quando a auditoria pede a comprovação de uma atividade específica, a equipe precisa reconstruir o caminho — e cada lacuna nessa reconstrução vira um ponto de questionamento, mesmo quando o serviço foi prestado. É a fragilidade que o artigo-pilar sobre os 4 pilares da prestação de contas descreve como relatório sem lastro operacional.
O que é o G-Checkpoint (GCP)
O G-Checkpoint é uma plataforma de controle operacional com evidências, geolocalização e relatórios gerenciais, organizada em duas camadas que trabalham juntas. A primeira é o GCP Web, usado por gestores e auditoria para estruturar a operação: cadastros, contratos, ordens de serviço, tarefas, metas, ajustes e relatórios. A segunda é o GCP Mobile, o aplicativo do colaborador, onde acontecem o check-in e o check-out, a execução das atividades, o envio de evidências, as pausas, as solicitações de ajuste e o acompanhamento da própria jornada.
A divisão tem uma razão de ser. O gestor configura a operação e acompanha em tempo real; quem está em campo registra a execução no momento em que ela acontece; e o sistema transforma esses registros em indicadores confiáveis para gestão e auditoria. A evidência deixa de ser um esforço paralelo à operação e passa a ser consequência dela. É também o que separa um controle operacional com geolocalização de um simples controle de tarefas: a presença de quem executa fica registrada com local e horário, e a atividade fica registrada na ordem de serviço.
Como funciona o controle operacional com geolocalização
O ciclo começa no GCP Web, onde o gestor estrutura a operação: cadastra a organização, as filiais e os colaboradores, cria os contratos e define as ordens de serviço, as tarefas e as metas. A execução acontece no GCP Mobile, nas mãos de quem está em campo, e volta para o gestor como registro, evidência e relatório.

Registro de presença em campo
O check-in e o check-out são feitos pelo aplicativo com geolocalização e horário, formando um histórico de presença por colaborador, local e contrato. O sistema bloqueia check-ins simultâneos e impede operações quando o status do colaborador ou do contrato não as permite. Correções de horário passam por uma solicitação de ajuste analisada pelo gestor, e a própria correção também deixa rastro.
Ordens de serviço, tarefas e metas
Cada ordem de serviço criada no GCP Web chega ao aplicativo do colaborador, que a executa e a conclui ali mesmo. Fica registrado o que foi feito, por quem e quando, e o gestor acompanha o andamento em tempo real, com cada atividade vinculada às metas da operação
Evidência de execução
Fotos e imagens enviadas pelo aplicativo comprovam o serviço executado. A diferença em relação à foto mandada por mensagem está no vínculo: a evidência fica presa à ordem de serviço, ao colaborador e ao contrato, sem depender de alguém organizá-la depois.
Histórico e trilha de auditoria
Somados, presença, ordens de serviço e evidências formam uma trilha contínua. É ela que permite reconstruir, a qualquer momento, o caminho entre a atividade executada e o relatório que a menciona.
Do registro à decisão: relatório gerencial, alertas e recomendações
Registrar bem é metade do trabalho; a outra metade é saber o que fazer com o registro. O relatório gerencial do G-Checkpoint consolida a operação numa visão global, com indicadores, horas, alertas, composição e médias, e deixa de ser uma simples consulta de lançamentos para virar uma camada de gestão.
Na análise por colaborador, o gestor encontra um resumo individual e o detalhamento diário, com faltas, check-ins efetivos, check-outs automáticos e registros feitos fora da área ou fora do horário previsto. São exatamente os desvios que uma auditoria procuraria — só que identificados pela própria gestão, com tempo de tratar a causa. Como o check-in é feito com geolocalização, um registro fora da área aparece no relatório sem que ninguém precise procurá-lo.
Os alertas completam esse raciocínio. O sistema prioriza o que precisa de ação, explica o motivo de cada alerta, recomenda o próximo passo e monitora a recorrência. Para quem administra equipes distribuídas, isso significa sair da conferência manual de registros e partir direto para a decisão.
Governança, segurança e LGPD
Uma solução de controle operacional com geolocalização registra localização e jornada de pessoas, e por isso precisa ser tão rigorosa com o acesso aos dados quanto é com a coleta. No G-Checkpoint, o acesso é controlado por grupos de permissão, incluindo perfis específicos para órgãos de controle e para auditoria, com um módulo de dashboards pensado para essa leitura externa. Na prática, a gestão pode abrir a evidência a quem fiscaliza sem expor o restante da operação.
Dados de localização vinculados a um colaborador são dados pessoais nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018). Por isso o G-Checkpoint trata a conformidade como parte do fluxo: aceite de termos de uso e de política de privacidade com rastreabilidade para cada colaborador, inclusive em cenários em que ele usa o próprio aparelho. Autenticação reforçada e regras de notificação que bloqueiam envios indevidos conforme o status do colaborador e o calendário completam a camada de segurança.
Jornada, escalas e férias: um produto em evolução contínua
Contratos de gestão raramente funcionam em horário comercial uniforme. Por isso a evolução do G-Checkpoint, organizada na versão 1.3.0, aproxima as regras do sistema da realidade de cada contrato: regimes de contratação, jornada configurada por dia da semana, escalas, férias, abono de horas, departamentos e alertas automáticos, sobre uma base de feriados nacionais já cadastrada.
A mesma frente amplia os relatórios, com a localização exibida no registro de presença e um dashboard de presença contratual, e consolida a conformidade com a LGPD. O objetivo é reduzir exceções tratadas à mão e tornar o G-Checkpoint uma plataforma completa de presença, jornada e operação.
O que diferencia o GCP (G-Checkpoint)
A evidência nasce com a atividade. Em vez de reconstruir a comprovação no fechamento do período, o registro acontece no momento da execução: presença com hora e local, ordem de serviço concluída e imagem anexada. É a diferença entre afirmar que o serviço foi prestado e demonstrar que foi.
Presença, ordens de serviço, metas e evidência no mesmo lugar. O controle de ponto, a planilha de tarefas e as fotos no aplicativo de mensagens dão lugar a uma base única, organizada por contrato. Registro de presença com geolocalização, ordens de serviço e fotos da execução ficam ligados entre si, e a rastreabilidade passa a existir por padrão.
Relatórios que indicam o que fazer. Alertas priorizados e recomendações transformam o dado bruto em ação e antecipam os desvios que uma fiscalização encontraria.
Acesso pensado para quem fiscaliza. Perfis para órgãos de controle e auditoria permitem compartilhar evidências com segurança e controle.
Metodologia de quem vive a prestação de contas. O G-Checkpoint foi desenvolvido pela BR Gaap, que atua em governança de dados para prestação de contas na saúde pública. Ele não nasceu como um aplicativo genérico de equipes externas: nasceu para sustentar o pilar operacional da prestação de contas.
Benefícios para cada perfil da gestão
| Perfil | O que muda na rotina |
|---|---|
| Diretoria | Indicadores consolidados, conformidade e visão da operação por contrato, sem depender de relatórios montados à mão |
| Gestores de contrato e de operação | Acompanhamento em tempo real de presença, horas, ordens de serviço e desvios; controle de equipes externas por geolocalização; menos conferência manual |
| Controladoria e auditoria | Presença com hora e local, evidências da execução, histórico completo e trilha de decisão, acessíveis por perfil próprio |
| Colaboradores em campo | Registro simples pelo celular, tarefas e metas organizadas, histórico de horas e atividades e alertas que evitam esquecimentos |
Conclusão: comprovar deixa de ser esforço de fechamento
Quando a evidência depende de reconstrução, a prestação de contas fica refém da organização de cada equipe e da memória de quem executou. O G-Checkpoint inverte essa lógica: com um controle operacional com geolocalização, registro de presença, ordens de serviço e evidência de execução passam a fazer parte da rotina, e a comprovação fica pronta antes de alguém pedi-la. O resultado é mais controle sobre a operação, menos esforço de conferência e um pilar operacional que sustenta, de fato, os relatórios contábeis e assistenciais.
Menos conferência manual, mais controle sobre cada contrato.
Agende uma demonstração do GCP e veja como o G-Checkpoint transforma a rotina em campo em comprovação — presença com hora e local, ordens de serviço e evidências registradas, em tempo real.
Fontes